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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Suliformes
Família: Sulidae
 Reichenbach, 1849
Espécie: S. dactylatra

Nome Científico

Sula dactylatra
Lesson, 1831

Nome em Inglês

Masked Booby


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Atobá-grande

O Atobá-grande é um Suliforme da família Sulidae. Conhecido também como Mombebo-piloto, Piloto e Piloto-branco. É o maior e mais pesado dos atobás.

Seu nome científico significa: do (norueguês) sula = nome norueguês para este ganso-patola; e do (grego) daktulos = dedos; e ater = preto. ⇒ Ganso-patola de dedos pretos.

Características

Mede entre 75 e 86 centímetros e apresenta entre 150 e 160 centímetros de envergadura. Seu peso varia de 1200 e 2300 gramas.
As fêmeas são maiores que os machos. Ave branca com primárias, secundárias e cauda pretas, máscara preta em torno do bico e olhos, algumas manchas escuras nas costas. Bico de laranja para verde-amarelo com preto na base; olhos amarelados; pés escuros, oliváceos ou plúmbeos. Os juvenis com cabeça e partes superiores castanho-cinzentas, dorso inferior e partes inferiores brancas e colar cervical esbranquiçado. A plumagem adulta é adquirida ao longo de dois a três anos. Nascem nus, mas são completamente cobertas com penas após 35 a 40 dias. Os ninhegos, os jovens e os imaturos possuem íris de coloração cinza e pés variando de chumbo a chumbo-amarelado.

Subespécies

Alguns autores, considerando as diferenças regionais existentes nas cores de partes nuas, reconhecem mais de sete subespécies além da forma nominal, que tem como localidade típica a Ilha de Ascensão; entretanto alguns tratamentos têm reforçado a idéia de quatro sub-espécies apenas. No Brasil ocorre Sula dactylatra dactylatra.

Subespécies:

Alimentação

Passam a maior parte do seu tempo no mar em busca de alimento e normalmente se alimentam durante o dia. Sua dieta consiste principalmente de peixes e lulas. São mergulhadores espetaculares. Pega suas presas através de mergulho vertical a pique de alturas dA importância das aves na cadeia alimentare até 30 m da água, mergulhando vários metros abaixo das ondas atrás dos peixes. Ao coletar alimento para a prole, geralmente tende a ficar mais perto de terra, caso contrário, caça a até 65 km da costa. Pega também peixes voadores, próximo à superfície da água.

Reprodução

Nidifica geralmente em pequenas ilhas planas, sem árvores. Seu ninho é feito em bordas de falésias ou em áreas planas que permitem a fácil decolagem, formando pequenas e médias colônias. É monogâmico e têm rituais de acasalamento intrincados; os machos atraem as fêmeas, esticando o pescoço e lhes dando presentes como pequenas pedras e penas. Depois de uma caminhada lenta copulam. A cópula leva 10-20 segundos, e a fêmea começa incubação imediatamente após a postura do primeiro ovo. A épocas de reprodução varia muito dependendo do local, podendo ocorrer a partir de fevereiro a agosto, de janeiro a julho e de agosto a março. Seus ninhos são buracos pequenos no chão. A fêmea coloca geralmente dois ovos. A incubação dura em m 43 dias, em média, e é feita pela fêmea e pelo macho. O primeiro filhote a nascer empurra segundo para fora do ninho, por isso os pais criam somente um filho. O filhote é geralmente alimentado apenas uma ou duas vezes por dia. Ambos os pais alimentam seus filhotes, mas as fêmeas geralmente trazem mais comida para o ninho que os machos. Voam a partir de 109 a 151 dias, mas ambos os pais continuam a protegê-los e alimenta-los por um a dois meses após voarem. Juvenis atingem a maturidade sexual em 3 a 5 anos. O ciclo reprodutivo de Sula dactylatra na Ilha da Trindade se inicia em agosto e as posturas por volta das primeiras semanas de setembro, se estendendo até novembro; os jovens abandonam os ninhos em fevereiro / março. No Atol das Rocas e no Arquipélado dos Abrolhos seu período reprodutivo inicia no final de março e começo de abril, restando após setembro, somente ovos inviáveis e jovens em estágio inicial de vôo. Em Fernando de Noronha existe registro de reprodução em novembro.

Hábitos

Pelágico, vem a terra somente para a reprodução. Encontrado em todos os oceanos, preferentemente na faixa tropical. Encontrados geralmente solitários ou em pequenos grupos. São rápidos para soar um alarme se surpresos ou ameaçados, mas não são agressivos, são amigável para os seres humanos. Vive de 15 a 20 anos em estado selvagem.

Voz: Os machos têm um apito estridente enquanto as fêmeas têm uma chamada, “honky”. Os machos se comunicam durante o namoro ou quando estão com medo ou assustados. Ambos os sexos são geralmente silenciosos à noite.

Distribuição Geográfica

R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Sula dactylatra, também conhecida como atobá-mascarado, possui vasta distribuição pelos oceanos tropicais e subtropicais. No Brasil existem populações no arquipélago de Abrolhos, no Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Ilha da Trindade.

Status de conservação: LC ( IUCN ).

Referências

insulares brasileiras: bioecologia e conservação (Organizado por Joaquim Olinto Branco). Editora da UNIVALI, Itajaí, SC. (Disponivel em http://www.avesmarinhas.com.br/livros.html ou http://www.avesmarinhas.com.br/Capitulo%206.pdf).

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